Morar na cidade é diferente de poder usá-la
O Programa Direito à Cidade leva moradores de territórios populares a praias, museus, teatros, estádios, parques e espaços de ciência do Rio de Janeiro e Região Metropolitana. O Instituto organiza as atividades para reduzir as barreiras de custo, distância e informação que afastam essas famílias de espaços que também são delas.
Ampliar o acesso à cultura, ao lazer e ao esporte; incentivar a circulação pela cidade; aproximar crianças e jovens da ciência; fortalecer vínculos entre famílias e território; estimular o sentimento de pertencimento à cidade.
401 registros, cerca de 278 pessoas
Parte do público voltou para mais de uma atividade. Por isso separamos registros (inscrições) de pessoas distintas, para não contar a mesma pessoa duas vezes.
Esses 55 participantes se inscreveram em mais de uma atividade; um deles aparece em até 8 registros. A recorrência mostra vínculo com o programa, e não apenas alcance pontual.
Um programa de crianças e juventudes
Idades de 2 a 87 anos. Média de 20,9 anos por registro e mediana de 19.
Em vermelho: faixas até 29 anos.
Crianças e adolescentes somam 187 registros (46,6%). Contando cada pessoa uma vez, são 107 (38,5%): as crianças participam de mais atividades que os adultos.
7 em cada 10 são pessoas negras
Informação autodeclarada, preenchida em todos os 401 registros.
Em vermelho: pessoas pretas e pardas, que compõem a população negra segundo o IBGE.
284 registros e 193 pessoas distintas são pretas ou pardas. O programa alcança sobretudo a população mais afetada pelas desigualdades de acesso à cidade.
Participação equilibrada e diversa
Informação preenchida em todos os 401 registros.
Pessoas trans, travestis, não binárias e de gênero fluido aparecem somadas para proteger a identidade de grupos pequenos: mulheres trans (5), gênero fluido (5), não binárie (3), homens trans (2) e travesti (1).
16 registros (4%) são de pessoas trans, travestis, não binárias e de gênero fluido.
O Santo Amaro no centro, a cidade inteira no alcance
Cada quadrado representa 1% dos 401 registros.
O campo foi preenchido em 309 registros. Entre eles, pelo menos 209 são do Santo Amaro. Os demais vêm de dezenas de comunidades e bairros:
O que a cidade ofereceu
Registros por atividade escolhida no formulário. Praias, convivência, Theatro Municipal e futebol lideram.
Também aparecem em formulários de escolha múltipla: Museu Aeroespacial, Floresta da Tijuca, Parque Lage, Museu da República, Real Gabinete Português de Leitura, CRAB, Roteiro Imperial de Santa Cruz, Mirante Dona Marta e Praia do Flamengo. Essas escolhas indicam interesse, e não presença confirmada.
Quem participou de cada atividade
Perfil das sete atividades com mais registros. A barra mostra a parcela de pessoas pretas ou pardas.
Praia do Leblon
- Registros
- 61
- Pessoas distintas
- 47
- Crianças e adolescentes
- 77%
- Idade média
- 16 anos
- Pretas ou pardas
- 65,6%
Festa e convivência
- Registros
- 55
- Pessoas distintas
- 46
- Idade média
- 27,1 anos
- Pretas ou pardas
- 76,4%
Theatro Municipal
- Registros
- 49
- Pessoas distintas
- 49
- Crianças e adolescentes
- 18,4%
- Idade média
- 28,6 anos
- Pretas ou pardas
- 75,5%
Futebol
- Registros
- 45
- Pessoas distintas
- 45
- Crianças e adolescentes
- 48,9%
- Idade média
- 23,4 anos
- Pretas ou pardas
- 80,0%
Praia do Recreio
- Registros
- 34
- Pessoas distintas
- 32
- Crianças e adolescentes
- 76,5%
- Idade média
- 14,9 anos
- Pretas ou pardas
- 82,4%
Partida de futebol
- Registros
- 26
- Pessoas distintas
- 25
- Crianças e adolescentes
- 30,8%
- Idade média
- 23,8 anos
- Pretas ou pardas
- 57,7%
Tour Museu do Flamengo
- Registros
- 25
- Pessoas distintas
- 25
- Crianças e adolescentes
- 64%
- Idade média
- 17,8 anos
- Pretas ou pardas
- 64,0%
Atividades com menos de 10 registros não têm perfil detalhado publicado, para evitar a identificação de participantes. O perfil de outras cinco atividades está no relatório completo em PDF.
Cinco direitos, uma cidade
As atividades se organizam em eixos de acesso.
Direito à praia
Leblon, Recreio, Pitangueiras, Sepetiba, Copacabana, Flamengo e Leme. Praia pública não garante acesso igual: transporte, alimentação e acompanhamento pesam.
Direito à cultura
Theatro Municipal, Museu do Amanhã, Museu da República, Pequena África, Real Gabinete Português de Leitura, CRAB e Roteiro Imperial de Santa Cruz.
Direito ao esporte
Futebol, partidas em estádio, basquete e tour no Museu do Flamengo.
Ciência e tecnologia
Planetário, Museu do Amanhã, Museu Aeroespacial e oficinas de tecnologia para crianças.
Meio ambiente
Floresta da Tijuca, Parque Lage, Parque da Cidade e Mirante Dona Marta.
Como estes dados foram produzidos
Publicamos também os limites da base, para que qualquer pessoa possa avaliar os números.
Origem dos dados
Como contamos pessoas distintas
Limitações da base
- O formulário registra inscrição, e não presença. Por isso usamos "registros" e "inscrições".
- 21 registros não têm data válida: entram no perfil, mas não na linha do tempo.
- Só cerca de 20% dos registros têm a data do passeio preenchida.
- O território foi informado em 77% dos registros, com grafias diferentes que foram padronizadas.
Próximos levantamentos
Esta página mostra apenas números agregados. A planilha original não é publicada. Nomes, CPF, RG, telefones, e-mails, contatos de emergência, datas de nascimento e imagens de documentos ficam protegidos, conforme a LGPD.
Relatório completo
Todas as 26 seções do levantamento, com tabelas, perfil das principais ações e recomendações para os próximos anos.
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